RESPM-20 anos

julho/agostode2014| RevistadaESPM 107 Quemdisserquejá sabenadaaprendeu! Por Arnaldo Comin Foto: Divulgação É difícil imaginar uma atividade que tenha passado por tantas transformações quanto a comunicação. A mídia é o centro nervoso da era digital e, para o bem ou para o mal, tenta se adaptar o mais rápido possível às novas formas de interação entre oferta de conteúdo, leitores, propaganda e consumidores. Correndo atrás da revolução dos meios estão agências e anunciantes, que, mesmo tendo ganho uma infinidade de novos pontos de contato com a audiência, precisam reagir à resposta do mercado em tempo real. Cada minuto conta. Aluno da ESPMda turma de 1973, o presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap) e CEOdo Publicis Groupe no Brasil, OrlandoMarques sabe como poucos o que é ser mídia e agência, veículo impresso emeio digital. Fez carreira por 20 anos na Edi- tora Abril e conduziu negócios de mídia exterior, até chegar ao Publicis, em2007. Para ele, o grande desafio da comunicação do século 21 é ter competência para responder de maneira imediataàs ameaças eoportunidadesdemercado, contandocomautonomiaecumplicidade domercado anunciante. “As agências precisamser ‘empoderadas’ pelo cliente, atuando com senioridade e capacidade de decisão”, defende o executivo. À frente da Abap desde o ano passado, Orlando alerta para os riscos cada vezmaiores so- bre a liberdade de expressão no Brasil e em toda a América Latina. Restrições à publicidade de alimentos e de produtos infantis, entre outros, estão no cerne do atual trabalho institu- cional da entidade, assimcomo nos demais organismos representativos da comunicação no país. “Essa é a uma luta que vamos travar juntos até amorte”, garante. Em que pesem as restrições e novas complexidades, Orlando vê um futuro brilhante para a indústria da propaganda, que temmuito a ganhar comas oportunidades oferecidas no mercado digital e o avanço do consumo proporcionado pelo aumento da renda do bra- sileiro. Um futuro que não chega sem desafios. “Não adianta fazer anúncio sem levar em conta o alto nível de analfabetismo funcional que existe no Brasil. Esse novo consumidor demanda mais informação. A comunicação tem de ser pão-pão, queijo-queijo”, diz, como bommineiro de Juiz de Fora que é.

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