RESPM-20 anos
julho/agostode2014| RevistadaESPM 149 Asociedade ficoumais chata Por Alexandre Teixeira Foto: Marçal Neto À frente da Carillo Pastore Euro RSCG, o publicitário Dalton Pastore Junior de- senvolveu cases de sucesso que marcaramuma época, como a campanha Faz um 21, da Embratel, ou a sequência de comerciais do Tio Sukita, para a marca de refrigerantes da Ambev. Atual presidente do conselho da Associação Brasi- leira de Agências de Publicidade (Abap), que liderou por três mandatos, Pastore é hoje uma das referências da propaganda quando se trata de assuntos institucionais. Isso não quer dizer, contudo, que tenha pendurado as chuteiras executivas. Desde o ano passado, ele é o CEOdaCorpora, agência de reputação corporativa que fundou emparceria comJoséVictor Oliva e Luiz Lara. “Oempreendimento é resultado de uma relaçãomaismadura que as pes- soas têmcomas empresas e as empresas têmcomas pessoas”, afirma o executivo. Em 2008, Pastore presidiu o IV Congresso Nacional de Propaganda, marcado pela criação do Fórum Permanente da Indústria da Comunicação (ForCom), que ele lidera desde então. Desta posição, Pastore vem lidando comuma série de temas sob o guarda- chuva da liberdade de expressão comercial — e ameaças a ela. Tramitam hoje no Legis- lativomais de 180 projetos de lei que tentam, de alguma maneira, impedir a divulgação e a promoção de produtos e serviços no mercado. Um exemplo disso é a propaganda infantil, que tem sofrido inúmeras restrições. “Eu não vejo isso como uma ameaça”, afirma Pastore nesta entrevista à Revista da ESPM . “O Congresso Nacional é o fórum adequado para discutir essas coisas.” Em 2005, na presidência da Abap, Pastore enfrentou um dos momentos mais delicados da história da publicidade brasileira, ao ver duas das maiores agências de Minas Gerais — SMPB e DNA — envolvidas em negócios ilícitos que deram origem ao chamado Mensalão. Na época, muitos acreditavam que a sociedade ficaria mais vigilante no relacionamento entre o poder público e as agências. Passados quase dez anos do início dessa crise política e às voltas commais uma eleição para a presidência do Brasil, Pastore diz que “gosta de pen- sar” que houvemudanças relevantes.Mas não temcomo afirmar comcerteza.
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