RESPM-20 anos

julho/agostode2014| RevistadaESPM 55 DoReal à realidade : asconquistasederrotas doconsumidorbrasileiro Há20anos, a estabilidade econômicagarantiuao cidadãoummaior poder de compra, umamelhor distribuiçãode renda e oacessoanovas categorias deprodutos. Porém, em2013, o cenário voltaaficar instável e a inflação já começaa incomodar obolsodos brasileiros Por José Fraga embora as cestas tenham crescido quase 30% em 10 anos, a partir de 2010, passamos para um novo período de desaceleração volume de cestas nielsen indexado a 2002 Base: 134categoriasdeproduto–TotalBrasil Fonte: Nielsen–Retail Index 2002 2008 2005 2011 2012 2003 2009 2006 2004 2010 2007 100 99 102 107 113 116 117 119 126 127 128 cesta nielsen 8,2% do PIB média de crescimento 2002-2012 2,8% C om o início do Plano Real, a inflaçãonoBrasil atingiuníveis mais controlados e passou a ser menos danosa para a economia do país. A diminuição no nível de repasses garantiuumamaior disponibilidadedeorça- mento emais confiança para consumidores e empresas ampliarem seus gastos, esti- mulando uma economia que ainda mostra níveis baixos de investimento e depende majoritariamente do consumo para crescer. O menor nível de inflação vem garan- tindo ummaior poder de compra ao cidadão brasileiro, que vê o aumento da sua renda refletido no aumento real da possibilidade de ampliar seus gastos. Além disso, com o menor nível dedesempregoe a ampliaçãoda distribuição de renda, o acesso dos consu- midores de classesmais baixas aomercado de consumo foi garantido comesse cenário de inflação controlada. Nas últimas décadas, o crescimento dos produtos voltados para o abastecimento do lar foi impulsionado de forma expressiva. Entre 2002 e 2012, por exemplo, as catego- rias acompanhadaspelaNielsen tiveramum crescimentomédiode 2,8%ao ano. Ao longo desses anos foramencontradasdiversas ten- dências quemostramuma diversificaçãona cestade compras, comoa ascensãodenovas shutterstock

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