RESPM-20 anos
julho/agostode2014| RevistadaESPM 67 lugar que o automóvel passou a ocupar na vida dos bra- sileiros. Ao longo dessas duas décadas, carro deixou de ser investimento para o consumidor. É por isso que, atualmente, apenas a Volks e a Fiat aparecem entre as 15 maiores empresas do Brasil. O levantamento das empresas que mais ganharam participação no ranking em20 anos revela tambémque o período estudado foi uma fase de concentração econô- mica, marcada pelo surgimento de grandes grupos por meio de fusões e aquisições. Isso se fez sentir principal- mente no varejo, mas também nos setores de venda de combustíveis (postos de serviços) e transportes aéreos. Já a tabela 2 retrata umpanorama bastante complexo, pois as quedas sofridas pelas companhias foramprovo- cadas por diversas causas, que vão desde amá adminis- tração do negócio até os reflexos da crise financeira de 2008. Amais importante delas, semdúvida, foi a priva- tização do setor elétrico, que até 1993 era formado por grandes empresas que combinavama produção, a trans- missão e até mesmo a distribuição de energia elétrica. Coma privatização, esses grandes complexos foramdes- membrados e deramorigema empresas que se dedicam apenas a uma dessas três atividades. Há outras transformações importantes, provocadas por fatoresconjunturais. Por exemplo,muitasmultinacio- nais de alimentos, cosméticos, bebidas, tabacos e produ- tos para o lar — como Nestlé, Unilever, Coca-Cola, Avon e SouzaCruz—perderamimportânciarelativanaeconomia, emboratenhamregistradocrescimentonoperíodo.ANes- tlé,porexemplo,eraa14ªmaiorempresadoBrasilem2005, seguidapelaUnilever.Hoje, amultinacional suíçaocupaa modesta101ª colocação. JáaUnilever apareceno60º lugar do ranking Melhores eMaiores de 2014. Asmudanças no comportamento e os modismos favoreceramo crescimento de novas categorias de produtos, como o celular, os computadores e os tablets Comos pátios lotados, asmontadoras estão entre as que mais sofreramcomamudança de comportamento dos brasileiros nas últimas duas décadas, período emque o automóvel deixoude ser encarado comoum investimento latinstock
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