RESPM-20 anos

julho/agostode2014| RevistadaESPM 69 Brasileiro, produzida pelaNielsen, emmarço deste ano. “Comoendividamentodas famílias,mercadode trabalho menos aquecidoe certa estabilizaçãodocrédito, oconsu- midor começa a tomar algumas decisões nahorada com- pra”, explica Jonathas Rosa, executivo de atendimento da Nielsen, alertando que esta foi a primeira vez emdez anos que o consumo das cestas Nielsen caiu. O número é baixo (-0,4%), mas representa um sinal de alerta e faz comque a indústria e o varejo assumamnovos desafios. “Tínhamos um consumidor, em 1994, bastante preocu- padocomahiperinflaçãocorroendoopoderdecomprada população. Hoje, 20 anos depois, comodesenvolvimento da economia, houve uma qualificação no consumo. No entanto, agora começa haver indícios de racionalização paramanter as conquistas obtidas.” Diante do cenário atual, o estudo mostra o cami- nho percorrido pelo consumidor na hora de comprar. Agora, o brasileiro sai em busca dos canais de compra commelhor relação custo-benefício, prática que elevou o Cash & Carry (conhecido como atacarejo) ao posto de canal de maior destaque em 2013, com 88% de cresci- mento. O estudo da Nielsen aponta ainda que as idas ao ponto de venda ocorremcomum intervalo de tempo cada vez maior. No ano passado, por exemplo, houve uma retração de 4,2% na frequência de compra dos con- sumidores, que procuraramosmesmos produtos, porém comnovas opções de desembolso. Obrasileiro também está trocando suas marcas habituais por marcas mais baratas, as chamadas low price , que foram as que mais cresceramemtermos de volume no decorrer de 2013. No entanto, os consumidores não queremperder a qualifi- cação do consumo, ou seja, eles continuamcomprando suco pronto, mas de uma marca compreçomais baixo. Esse comportamento está refletido nos números da categoria: em 2013, as marcas low price de sucos pron- tos cresceram 24,8%, segundo a Nielsen. Na análise das transformações ocorridas nesses 20 anos, odestaqueficouno campo, nas cidades do interior: enquanto as cestasNielsennas capitais registraramum crescimento de 3% em quatro anos, o índice do interior foi de 4,9%, devido ao aumento de renda do homem do campo, ocasionado pelos bons números do agronegócio. Em duas décadas, poucos países tiveram um cres- cimento tão expressivo no mundo do agronegócio quanto o Brasil. No período, a exportação da produção verde-amarela passou de US$ 15,94 bilhões, em 1993, para mais de US$ 100 bilhões, em 2013, o que colocou o país na posição de segundo maior fornecedor mun- dial de alimentos. Hoje, a atividade gera mais de 30 milhões de postos de trabalho, colhe uma safra de 190 milhões de toneladas de grãos, mantém 205 milhões de cabeças de gado e movimenta aproximadamente R$ 1,1 trilhão por ano no Brasil de norte a sul. Obomdesempenhodazona rural transformouoBrasil em “celeiro domundo” e fez brotar umnovo conceito de sociedade, baseado no desenvolvimento sustentável da região e na oferta de umamelhor qualidade de vida para seus habitantes. É a chamada agrossociedade, que foi o temadecapadaediçãodemaio/junhoda RevistadaESPM . Junto com a renda do agricultor, cresceu também o poder das agroindústrias, como JBS, Cargill, Bunge e BRF, que garantiram sua posição entre as 15 maiores empresas do Brasil no ranking da Exame . Esse aumento de participação também reflete a mudança de hábitos alimentares e o enriquecimento dos itens que compõem amesa das famílias brasileiras. Estudos do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) apontamque, conforme aumenta a sua renda, a população incrementa a cesta de alimentos para consumo com produtos de melhor Junto coma renda dohomemdo campo, cresceu também o poder das agroindústrias, como JBS, Cargill, Bunge eBRF, que estão entre as 15maiores empresas doBrasil, segundo o ranking da Exame latinstock

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