RESPM-20 anos

especial Revista da ESPM | julho/agostode 2014 70 qualidade. Com 15 salários mínimos, por exemplo, a família tende a aumentar em quatro vezes o consumo de frutas, verduras e legumes. A pesquisa do Ital revelou também que a dieta dos brasileiros tende a convergir para padrões similares aos dos paísesmais desenvolvidos, conforme aumenta a renda per capita e diminui a desigualdade. Alémdisso, cada vezmais indivíduos tenderão a associar a alimen- tação com sua saúde pessoal e com a sustentabilidade. Essa tendência tem se confirmado com o crescimento do segmento dos consumidores LOHAS (Lifestyles of Health & Sustainability). E é essa preocupação em ter uma vidamais saudável que fez a Souza Cruz despencar do rankingMelhores e Maiores. Com a propaganda e as ações promocionais cada vez mais restritas e a lei que, em 2009, proibiu o fumo em ambiente fechado, a empresa caiu da sexta posição para a 73ª em 20 anos. Já a Philip Morris, que em 1995 ocupava a 54ª colocação, simplesmente saiu do ranking das mil maiores empresas do Brasil. Hoje, alémde o cigarro ter perdido o glamour que possuía na década de 1980 — quando protagonizou grandes cam- panhas publicitárias —, a sociedade entende que não é mais educado fumar em público. O fim de uma era O estudo realizado para a elaboração desta reporta- gem especial aponta ainda que para muitas empresas o ano de 1994 representou o fim não só de uma era, mas também do próprio negócio. As grandes organi- zações varejistas, como Arapuã e Mappin, desapare- ceram completamente do mercado, porque não con- seguiram adaptar-se às mudanças provocadas pelo Plano Real. A primeira encerrou suas atividades em 1998, sendo que cinco anos antes havia registrado um faturamento de US$ 2,4 bilhões, ocupando a 47ª posi- ção do ranking. O Mappin resistiu por mais um ano, fechando as portas em 1999. A explicação é simples: ambos viviam basicamente dos juros obtidos sobre as aplicações de suas receitas diárias e não puderam competir num mercado mais estável, onde o consu- midor passou a exigir preços mais baixos. Neste levantamento, há também exemplos de que- das provocadas por problemas de gestão, no caso de companhias que não conseguiram entender ou acom- panhar as mudanças do mercado, como a IBM, que empresa 1995 2014 1ª CEEE-GT 40ª 650ª 2ª Cosan Lubrificantes 21ª 405ª 3ª Alcoa Alumínio 48ª 190ª 4ª Cesp 11ª 131ª 5ª IBM 32ª 135ª 6ª Furnas 18ª 116ª 7ª Sendas Distribuidora 43ª 136ª 8ª Grupo Martins 51ª 140ª 9ª Nestlé 14ª 101ª 10ª Avon Cosméticos 58ª 126ª 11ª Souza Cruz 6ª 73ª 12ª Spal Ind. Bras. de Bebidas 55ª 105ª 13ª Unilever 15ª 60ª 14ª AES Eletropaulo 8ª 47ª 15ª Whirlpool 30ª 66ª 16ª CPFL Paulista 41ª 76ª 17ª Light Serviços de Eletricidade 33ª 65ª 18ª Gol 17ª 48ª 19ª Lojas Americanas 25ª 54ª 20ª Copel 49ª 77ª 21ª General Motors 4ª 24ª 22ª Ford 22ª 42ª 23ª Cemig Distribuição 26ª 46ª 24ª Makro Atacadista 44ª 62ª 25ª Mercedes-Benz 12ª 29ª 26ª Usiminas 27ª 34ª 27ª Sabesp 28ª 35ª 28ª Carrefour 9ª 21ª 29ª Embratel 31ª 43ª 30ª Ambev *11ª 22ª 31ª Copersucar Cooperativa 29ª 40ª 32ª Fiat Automóveis 5ª 11ª 33ª Volkswagen 3ª 8ª As empresas que mais perderam posições relativas entre 1995 e 2014 *Posiçãorelativadacompanhiacalculadaapartirdascolocaçõesdecada umadasempresasqueelaadquiriuao longodosanos.Orankingapresenta aposiçãorelativadasempresasenãopossuivalorestatístico

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