RESPM-JUL_AGO-2015-alta
julho/agostode 2015| RevistadaESPM 25 Se pensarmos empreservar tudo, comcerteza, acaba- remos por nada preservar. Isso não é uma premonição, é uma constatação do que está ocorrendo hoje. Uma área com restrições ambientais não tem valor de mercado, pois não é passível de utilização pelos empreendedores imobiliários. Como incremento da população, mais dia oumenos dia essa área será invadida e/ou ocupada por loteamentos ilegais. Locais comcrescimento demográ- fico acelerado ou com incremento da oferta de emprego são os mais suscetíveis a essas ocupações. A Baixada Santista é um exemplo explosivo do que pode ocorrer comas áreas de preservação, se não foremcriados novos horizontes imobiliários. Éumaheresia sugerir que sejam destinadas glebas menos nobres próximas ao mangue para que seja construído umnovo bairro, dotado de toda a infraestrutura e transporte de qualidade até as áreas portuárias ou aos terminais de exploração de petróleo? Nesse novo bairro também poderiam ser acomodadas as famílias que hojemoramna serra doMar e em todos os espaços deteriorados domangue, resgatando, dessa forma, a quase totalidade dos nossos bensmaiores. Esse mesmo cenário pode ser, ou poderá ser, observado nas regiões deMacaé, de Suape, de Pecéme de outras locali- dades comgrande potencial de desenvolvimento e con- sequente incremento da população. Núcleos urbanos de grande porte não têm condições de continuar a manter o atual padrão de expansão hori- zontal. Não há como as prefeituras levarem serviços de qualidade a rincões cada vez mais distantes. Temos de rever para cima o potencial construtivo dos imóveis de formaadistribuir a infraestruturadas cidades entremais habitantes.Maisumaheresiazinhabemleve.Hoje, emum Passeando pelas grandes cidades europeias, as pessoas demorama entender que não são essas imagens que poluemo horizonte, e simo desordenado, caótico e agressivo visual dos postes e fios espalhados pelas ruas e avenidas do Brasil shutterstock
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