RESPM-JUL_AGO-2015-alta
julho/agostode 2015| RevistadaESPM 31 commodities exportadas peloBrasil. Outra grande contri- buição foi a herança positiva do governoFHC, que trouxe a estabilidade econômica e importantes transformações, como a Lei de Responsabilidade Fiscal e o fimda cultura inflacionária —que parece estar de volta nestemomento. Apartir desse contextomacroeconômicopositivo, vários aspectos também foram importantes para o boom da construção civil que vivemos recentemente: a evolução do ambiente regulatório do setor e o aumento do crédito imobiliário; a prioridade do governo Lula para a habita- ção popular por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida; e a disponibilidade e o apetite dos investimentos estrangeiros que aportaramna construção civil via IPO das principais empresas brasileiras do setor. Oambiente regulatório se desenvolveu por vários dis- positivos legais ede estímuloao setor da construçãocria- dos noBrasil nos últimos 15 anos: a alienaçãofiduciária; o patrimônio de afetação; o depósito do incontroverso; e os benefícios fiscais, como a isenção de IRna compra de novos imóveis ematé 180 dias e o aumento gradativo do teto de financiamento comFGTS, hoje estipulado emR$ 750mil.Emconjuntocomocrescimentoeconômico,esses fatores trouxeramas condições e a tranquilidade para o desenvolvimento do crédito imobiliário no Brasil. Com mais segurança jurídicapara investir e interesse emfide- lizar os clientes numhorizonte de baixa inflação e longo prazo — aliados à vinculação obrigatória dos recursos da cadernetadepoupança aoSistema FinanceirodaHabita- ção—, os bancos aumentaramsignificativamenteos seus investimentos emcrédito imobiliário. De 2004 até hoje, o financiamento imobiliário decuplicou no Brasil, e sua participação em relação ao PIB passou de 1,8% em 2007 para 8,8% em2014. Empaíses como Estados Unidos e os do Reino Unido, o crédito imobiliário em relação ao PIB é superior a 70%, portanto há grande espaço para o cres- cimentodofinanciamento imobiliárionoBrasil,mesmo com o grande aumento ocorrido recentemente. Além disso, o percentualmédio entre o valor financiado e o do imóvel no país é de 65%, o que configura umcrédito sau- dável, de uma forma geral. As expectativas são de que o crédito imobiliário possa representar até 25%do PIBnos próximos 15 a 20 anos. latinstock
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