RESPM-JUL_AGO-2015-alta
julho/agostode 2015| RevistadaESPM 33 investidores preferem alocar seus recursos em aplica- çõesfinanceiras comjuros crescentes eos consumidores estão inseguros como aumentododesemprego, adiando decisões de compra de imóveis. Na cidade de São Paulo, o número de imóveis em estoque atingiu o seu recorde histórico no fim de 2014 (27 mil unidades) e ainda tive- mos a aprovação, no ano passado, do Plano Diretor, que restringe a execução de edifícios em 96% de toda a área da cidade. Jáhouve reduçãode cercade300mil empregos no setor, noúltimo ano, e a tendência é a de quemais 300 mil vagas sejamperdidas até o fimde 2015. Nãopodemosfazerqualqueranálisedosetor,contamina- dospelasituaçãoatual, pois temosumhistóricodemuitas crises vividasnos últimos 30anosnoBrasil, porémtodas tiveramcomeço,meioefim.Osetordaconstruçãocivil se caracterizapor uma sazonalidadenormal, decorrentede ciclos de aumento e diminuição de atividade, sendo esse fenômeno parte de umprocesso natural, independente- mente de crises. As incorporadoras lançamprodutos, os estoques aumentame elas reduzemos lançamentos até queaquelesdiminuam. Após certo tempo, oestoquevolta a cair e os lançamentos aumentam. Assimo setor vai se equilibrando. Isso sempre aconteceunomercado paulis- tano. Adiferença emrelaçãoaomomentoatual é ade que oprocesso estámais exacerbado, e a crise econômica vai demorar mais a ser superada devido à crise política que ocorresimultaneamente.NoSumi Imobiliário—realizado emabril de 2014peloSecovi-SPemconjunto como jornal O Estado de S. Paulo —, foi apresentado o cenário domer- cado imobiliário na cidade de Londres de 1985 até hoje. O levantamento mostra que o setor de imóveis na capi- tal da Inglaterra é caracterizadopor ciclosmédios de três anosde crescimento, estagnaçãooudecréscimo. Ou seja, a história se repete emoutros locais. Não é característica exclusiva de umpaís e, sim, do próprio setor. Entre 2009 e 2014, oMinha Casa, Minha Vida entregou 1,7milhão de habitações em todo o território nacional. Hoje, há omesmo número de casas emconstrução As expectativas são de que o crédito imobiliário no Brasil possa representar até 25%do PIB entre os próximos 15 e 20 anos latinstock
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