RESPM-SET_OUT-2015-baixa
setembro/outubrode 2015| RevistadaESPM 45 detalhadas e podem, rapidamente, se tornar obsoletas e irrelevantes. Elas deveriam ser mais flexíveis. 3. Há ambivalência com relação às empresas multina- cionais. Apesar de as restrições aos investimentos exter- nos terem sido relaxadas, continua a tendência de se verem as multinacionais pela ótica do investimento e da geração de receita, em vez de encará-las como fontes de tecnologia, empregos, exportação e vínculos com as CGVs. Apesar de o país possuir boas razões históricas para ficar apreensivo com relação à dominação por mul- tinacionais de setores intensivos em tecnologia, há uma crescente dissonância entre essa forma de pensamento e a estrutura global da economia. Da maneira como isso está evoluindo, o que o estudo recomenda é que essa forma de pensar seja revista. 4. A política industrial não precisa começar com a escolha de vencedores. Poderia, sim, tentar melhorar o desempenho das indústrias já ligadas com a economia global. Isso envolveria a busca de mecanismos para capturar investimento e aprendizado tecnológico. As políticas de encorajar a produção local de smartphones e tablets são exemplos de medidas voltadas para captu- rar mais valor localmente em mercados que já existem e estão crescendo rapidamente no país. Por serem polí- ticas adaptativas, elas se distinguem da escolha ante- cipada de vencedores. Ilan Avrichir Professor do Programa de Mestrado e Doutorado em Gestão Internacional (PMDGI) da ESPM latinstock O Brasil exporta muitos insumos, como o café, que são utilizados por terceiros para agregar valor a produtos e em seguida reexportá-los
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