RESPM JUL_AGO 2016
julho/agostode 2016| RevistadaESPM 47 Mentes do futuro Os desafios da sociedade atual demandammuito mais que raciocínio lógico. Ir alémdo conhecimento tradicio- nal. É preciso desenvolver tambémos saberes artístico, socioemocional e holístico. Por isso, as pessoas precisarão, cada vezmais, ampliar seus repertórios e buscar conteúdos fora das suas áreas de atuação. Ir a lugares diferentes e conhecer pessoas diferentes. Tudo que possa ajudar a ampliar a visão e a encontrar respostas para novos problemas. Aqui, claro, cabe umesforço individual dos profissio- nais. No entanto, a gestão de pessoas não deve ignorar seu papel também. Na estratégia de desenvolvimento dos profissionais, tem sido considerado incluir experi- ências e cursos que estimulem a criatividade e façam cada um sair de sua zona de conforto? Que mudan- ças seriam necessárias para selecionar pessoas sob a perspectiva da criatividade e da inovação? Os testes de raciocínio lógico estão com os dias contados? Pensar ecológico A economia colaborativa, que já emerge, deve se conso- lidar e incentivar o estabelecimento de relações mais equilibradas. Construir relações de ganha-ganha com todos os envolvidos no negócio — clientes, fornecedores, colaboradores e sociedade — é um caminho sem volta. A capacidade de colaboração, o trabalho em equipe e a vontade de gerar uma experiência positiva para o outro são essenciais nessa direção. O quanto esse novo modelo econômico — mais cola- borativo —, não mais baseado na escassez, mas sim na abundância de produtos e serviços, vai alterar as rela- ções de trabalho? Será que o RH e as lideranças estão preparados para lidar com uma geração colaborativa, cooperativa e criativa? Como a gestão de pessoas pode atuar de forma mais colaborativa, cooperativa e cria- tiva? Como pode estimular que todas as pessoas da empresa trabalhem dessa forma? Conect-ação Entregar apenas um simples produto ou serviço já não é suficiente. As empresas precisam criar experiências de impacto e fazer o cliente se sentir parte do todo. Para isso, o profissional precisa ser capaz de observar, de “calçar o sapato” do outro, de entender o problema vivenciado pelo outro e agir a partir dessa constata- ção. Criar soluções. Nas relações de trabalho, as pessoas também pro- curarão essa sensação de pertencimento. Assim, as organizações terão de fazer parte da história dos pro- fissionais, envolvendo-se em suas escolhas de carreira e no seu desenvolvimento. A área de RH e as lideranças estão “calçando o sapato” dos colaboradores para entender seus pro- blemas e anseios? Em que medida os apoia em suas escolhas de carreira? Qual é a experiência de marca que os colaboradores têm? O RH entrega soluções que geram uma conexão verdadeira entre os colaborado- res e a organização? A cultura e os valores conversam com as práticas do dia a dia na organização, ou seja, o discurso é o mesmo que a prática? Em que medida a gestão de pessoas colabora para que esse alinha- mento aconteça? A maioria das pessoas já sente o impacto de pelo menos uma das tendências aqui detalhadas se esta- belecendo em seu dia a dia de trabalho. Mas acredito que organizá-las e discuti-las nos ajudará a analisar o quanto estamos próximos ou não dessa realidade. Sofia Esteves Fundadora e presidente do conselho do grupo DMRH shutterstock As empresas precisam estar preparadas para atrair a geração de youtubers , que cria seus próprios projetos
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