RESPM JUL_AGO 2016

julho/agostode 2016| RevistadaESPM 51 Entre1860e1890,foramemitidasmaisde500milpaten- tes de novos inventos nos EstadosUnidos. World Class Universities Há séculos, governos de nações desenvolvidas empe- nhamesforços e recursos para criar grandes universida- des de alta qualidade, as chamadas World Class Universi- ties , que representam verdadeiros centros de produção de conhecimentoedesenvolvimentoeconômicoe social. Em novembro do ano passado, na última confe- rência do Center for World Class Universities, rea- lizada na Universidade de Jiao Tong, na China, foi divulgado o ranking das melhores universidades do mundo. Mais uma vez, como ocorre há anos, os Esta- dos Unidos lideraram o levantamento, com imensa e esmagadora potência: entre as 20melhores domundo, 16 são norte-americanas. Entre elas estão Harvard (que custa para o aluno U$ 45,3 mil por ano), Stan- ford (U$ 46 mil/ano) e MIT (U$ 46 mil/ano). Nos moldes do famoso slogan criado pela propa- ganda brasileira para os biscoitos Tostines, a questão que se propõe aqui é: “Os Estados Unidos possuem as melhores universidades do mundo porque são ricos, ou são ricos porque possuem as melhores universida- des do mundo?”. Nestemomento, os EstadosUnidos têm55milhões de pessoas cursando entre a pré-escola e a 12ª série. Esses alunos estão sendo ensinados por aproximadamente 3,5 milhões de professores. Cerca de 20,2 milhões de pessoas estão agora cursando faculdade, número quase 25% acima do observado há apenas 15 anos. Desse total, 57% são mulheres, 62% estudam em tempo integral e três milhões estãomatriculados em cursos de pós-gra- duação, masters e doutorados. O esforço, a dedicação e os investimentos de diver- sos países desenvolvidos para o estabelecimento das World Class Universities parece atestar que a riqueza de um país depende menos de seus recursos naturais do que da educação de seu povo. Adultos que voltam para a escola Muitas pessoas, geralmente por imposições financeiras — necessidade urgente de trabalhar, ou custo da facul- dade—, desistemde estudar até concluir a graduação. Nos EstadosUnidos, alémdas questões práticas de dinheiro, tambémo atendimento ao serviçomilitar empaíses de conflito tira muitos jovens dos bancos escolares. Mas muitos estão voltando. A cada ano um número maior de adultos (acima de 25 anos de idade) tem retor- nado às escolas norte-americanas. Essa tendência é de tal ordem relevante a ponto de inspirar diversas uni- versidades a criarem programas especiais para o que elas chamam de “alunos não tradicionais”. E já existe até o ranking nacional das 50 melhores universidades Umnúmero grande de pessoas acima de 25 anos temretornado às escolas americanas,queestãocriandoprogramas para esses “alunos não tradicionais” shutterstock

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