RESPM JUL_AGO 2016
educação Revista da ESPM | julho/agostode 2016 52 para adultos, do qual participamapenas as escolas que tenhammais de 25% de seus estudantes pertencentes a essa categoria ( ver abaixo o ranking das 10 melhores ). Aconfiança que os norte-americanos têmno poder da educação como gerador de riquezas é marcante e pode ser evidenciada, por exemplo, na ampla disponibilidade por todo o país dos Public Adult Learning Centers , ouCen- tros Públicos de Educação para Adultos. Essas escolas gratuitas sãomantidas geralmente pelo condado e ensi- namdesde o idioma inglês para imigrantes até diversos cursos técnicos profissionalizantes. Guerra contra a pobreza Registros históricos apontamque os governos dos Esta- dos Unidos estão envolvidos emprojetos para financiar educaçãoparacriançasde famíliaspobresdesde1870. Em 1964, quando o então presidente LyndonB. Johnson lan- çou seu programaGuerra Contra a Pobreza, esse tratava de financiar o acesso à escola, partindo do princípio de que educação de qualidade, mais do que qualquer outra coisa,éamaiseficienteformadegeraredistribuirriqueza. Nos EstadosUnidos, as escolas públicas até a 12ª série são gratuitas,mas as faculdades, inclusive as pertencen- tes ao Estado, são pagas e caras. As faculdades nos Estados Unidos custamentre US$ 25 mil e US$ 55 mil por ano, sem contar os custos com matrícula, residência, taxas e materiais. Mesmo com as diversas formas de descontos que beneficiammuitos estudantes, o preço é alto para as famílias norte-ame- ricanas. Em2014, o saláriomédio registrado no país foi de US$ 46.480,00 por ano. Logo, a saída para pagar a faculdade é recorrer afinan- ciamentosde longoprazo, sendoquemuitas famílias têm mergulhado em dívidas difíceis de quitar para formar seus filhos. É comumencontrar americanos que se gra- duaramhámais de 15 anos e ainda continuampagando prestações na faixa dos US$ 600 ou US$ 700 por mês. A dívida dos americanos comagentes financeiros de edu- cação ultrapassa hoje a casa de US$ 1,3 trilhão! Otema temsido recorrenteemprogramasde rádio, jor- nais, televisãoe internet. Evemgerandodebates, críticas e promessas nas campanhas eleitorais de Hillary Clin- ton e Donald Trump. Contesta-se, emespecial, o fato de que esse tipo de financiamento não foi criado para gerar lucros aos agentes financeiros, o que vemacontecendo. De qualquer forma e comtoda a dificuldade, onúmero deamericanosna faculdadeaumentaacadaano, atéentre as camadasmais pobres da população, notadamente os afro-americanos e os latinos, que hoje já ocupammais de 30% dos bancos universitários. Quase metade dos jovens recém-formados nos Esta- dos Unidos se considera subempregada, ou seja, empre- gada em funções que não exigem todo o conhecimento que eles adquiriramna faculdade, mas é clara a relação existente entre formação e compensação, comomostra a tabela na página ao lado. Outro fenômeno quemerece registro é o crescimento da educação via internet, que já conta hoje com 5,5 milhões de estudantes nos Estados Unidos, apesar da dificuldade que os cursos on-line enfrentampara con- seguir disciplina dos estudantes e reconhecimento dos formandos por parte do mercado empregador. A boa notícia para nós, aqui do Brasil, é que neste momento a diretoria da ESPM está trabalhando em As 10 melhores universidades americanas para adultos Instituição de ensino Valor da anuidade (sem taxa de matrícula) University of Texas (Dallas) US$ 26 mil/ano University of Utah (Salt Lake City) US$ 24 mil/ano University of Massachusetts (Lowel) US$ 26 mil/ano Regis University Colorado (Denver) US$ 32,5 mil/ano Ohio University (Athens) US$ 19,5 mil/ano Florida International University (Miami) US$ 19 mil/ano University of Alabama (Birmingham) US$ 16,5 mil/ano Northest Nazarene University (Idaho) US$ 26,5 mil/ano Augsburg College (Minneapolis) US$ 33 mil/ano St. Joseph’s College (New York) US$ 22 mil/ano
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NDQ1MTcx