RESPM JUL_AGO 2016

63 julho/agostode 2016| RevistadaESPM pria expectativa. Tudo é uma questão de gestão. Ao contratar uma consulto- ria, eu preciso fazer follow up , acompa- nhar as entregas, estabelecer formas inteligentes de pagamento. Cabe ao profissional da empresa validar o tra- balho da consultoria, porque muitas vezes é preciso corrigir a rota nomeio do projeto. E a única forma de isso dar certo é estabelecer uma gestão muito próxima da consultoria. É preciso ter em mente que consultor não vem para resolver os problemas essenciais da empresa, e sim trabalhar emdeter- minados processos. Chamar consul- tor para perguntar por que a empresa não está vendendo no Brasil é jogar dinheiro no lixo. E, certamente, você vai ter muita gente teorizando sobre o assunto, sem agregar valor algum. Parece óbvio, mas quanto mais con- sigo particularizar uma demanda de consultoria, maior é a capacidade de mensuração desse retorno. Revista da ESPM — E você costuma trabalhar mais comconsultorias brasilei- ras ou internacionais? Adriana —Eu tenhomuita admiração pela produção de material, pela capa- cidade, pela senioridade e pelos exe- cutivos brilhantes que atuam nessas grandes consultorias. Mas nós, aqui, nunca contratamos uma McKinsey para fazer uma revisão de estratégia da companhia. Esse é um trabalho que aqui é feito internamente pelos executivos da própria empresa. Em contrapartida, muitas empresas não trabalhamcomconsultoria para fazer assessment e avaliar o perfil e o poten- cial dos executivos. Já eu trabalho há anos com um consultor que entende o negócio e a cultura da empresa e sempre nos proporciona o resultado esperado. É tanto valor agregado, que esse processo de consultoria não é mais contabilizado por nós como custo, pois já faz parte do processo de seleção de pessoas. Eu preciso assegurar que terei a melhor pessoa para aquela posição me trazendo resultado no menor prazo possível. A consultoria, de posse dos laudos e avaliações realizadas, vai fazendo as ponderações em relação ao perfil pro- curado e às características negativas e positivas de cada candidato e nos ajuda na tomada de decisão. Mas, de novo, tudo começa lá atrás, comigo desenhando para ela o que realmente preciso desse profissional. Revista da ESPM — O que o consultor espera do cliente? Adriana — Um bom briefing e o de- senvolvimento de um trabalho em conjunto. Agora, estamos contratan- do um consultor independente para implantar a área de pós-vendas da empresa. É um trabalho longo, de seis meses, e o objetivo é provocar melhorias na área de assistência téc- nica para fazer comque a companhia fique mais voltada para o consumi- dor. Esse trabalho só vai funcionar se o gestor do canal de pós-vendas estiver muito próximo do consultor. De maneira geral, o Brasil vem cres- cendo muito nessa busca por aportar metodologia. Aquela consultoria empírica, do tipo “eu acho que sei fazer” não tem mais espaço no mer- cado. Um workshop de dois dias, por exemplo, pode custar de R$ 20 mil a R$ 120 mil. O que falta é bom senso na contratação da consultoria para saber quando contratar uma grande empresa ou um consultor indepen- dente. O segredo é ser diligente. Con- sultoria é caro e, para dar resultado, é preciso fazer gestão! shutterstock Consultoriaé, acimade tudo, umaoportunidadede trabalhar acultura eocomportamentodaorganização

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