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Gorilla - a ontogênese de um Grand Prix 102 R E V I S T A D A E S P M – SETEMBRO / OUTUBRO DE 2008 Percebe-se, também, que o próprio en- tretenimento era o conteúdo de muitas mensagens publicitárias. Os primeiros redatores publicitários dessa época faziam o uso de frases engraçadas, ou quadrinhas rimadasparaatrair eentreter opúblico.NoBrasil não foi diferente. Lá pela segunda década do século XX, o humor entretinha e entrava na vida das pessoas que guardavamdememória as frases rimadas, e com elas as marcas e características dos produtos. Arte e publicidade pareciamcaminhar de braços dados através do Modernis- mo, para se amalgamar no futuro/agora da Pós-modernidade. É de se notar que existiam duas correntes estratégicas concorrendo na publicidade no início do século XX. Uma era baseada no ra- cionalismoda informação representada por Claude Hopkins, que repudiava totalmente o humor como estratégia de vendas, “Não tente ser divertido, gastar dinheiro é coisa séria”, dizia ele. Na outra corrente, estava Earnest Elmo Calkins, que descobrira a força da imagem(sejapela ilustraçãooupela fotografia), para persuadir o público. Para a nossa discussão, vamos nos ater ao uso da arte como embalagem da mensagem publicitária. 1933 Divulgação Divulgação
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