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Heraldo Bighetti Gonçalves 103 SETEMBRO / OUTUBRO DE 2008 – R E V I S T A D A E S P M ANOS 1930. ANOS 1970. AS DÉCADAS DO GORILA Destacamos aqui o cinema como forma de entretenimento e de arte. Em 1933, estréia um grande sucesso de Hollywood: o filme King Kong. A história do imenso gorila – umboneco animado pela técnica do stop-motion –que após ser flagradopor uma equipe de cinema emuma ilha desconhecida, fora capturado e levado para Nova Iorque como atração para a elite burguesa. 2 Uma releitura do conto de fadas “A bela e a fera” 3 . No enredo, a pretendente, uma estrela de cinema, domina o coração da besta. Uma fábula cinematrográfica que trabalha comsimbologias damodernidade, pois o gorila é morto no topo do Empire State Building, o maior arranha-céu da época. A fera, a natureza indomada, fora subjugada pela tecnologia bélica (aviões biplanos commetralhadoras – a grande inovação tecnológica da Pri- meira Guerra Mundial) e pela emoção humana. ConformeKellner,“...os textos da cultura da mídia articulam medos e esperanças, sonhos e pesadelos de uma cultura, constituindo, assim, uma fonte de percepções sociopsicológicas novas e importantes, exibindo aquilo que o público está sentindo e pen- sando em dado momento”. É através desse filme que podemos perceber o possível início da criação do repertório imagético do público para as próxi- mas gerações que será resgatado por Juan Cabral em 2008. O cinema é a fotografia fluindo a vinte e quatro quadros por segundo, revelando os fantasmas que habitam nossos sonhos ou, como acima citado, os medos, esperanças e pesadelos de uma cultura. Mas, é do cinema sem pretensões de ser arte, apesar de, como passar dos anos,muitasobraspopulares se tornarem cult, que o publicitário vai se apropriar para expor suas idéias e produtos. Porém, isso só se dará a partir dos anos sessentas com a revolução criativa lideradapelaDDBdeBill Bern- bach. E foi durante a próxima década, quando a DDB dominava corações e mentes no campo publicitário, um filme ganhava destaque: King Kong. Uma refilmagem do clássico de 1933, agora em 1976 com uma produção requintada – semo emprego de tecno- logia digital, inexistente na época – uti- 2005 Divulgação
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