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Moda e estilo de vida 111 SETEMBRO / OUTUBRO DE 2008 – R E V I S T A D A E S P M Fotos: Jr. de Oliveira A Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar, do IBGE mostra, hoje, um Brasil mais culto, mais idoso, mais liberado - no bom sentido - do que há 10 anos. Os casais demoram mais para ter filhos, pensam mais na própria individualidade; homens e mulheres parecem estar se compreendendo e respeitando mais, e há novas aspirações. Neste tipo de sociedade, modas que não pegariam há dez anos pegam agora. Mas o que são as modas, como nascem, o que se faz para que dêem certo, por que umas pegam e outras não? Ela é parte de um contexto – que inclui também o estilo de vida – mas envolve valores morais, culturais, éticos, estágio social etc. Para quem trabalha na área, surgem outras questões. Seria possível contro- lar o ciclo da moda? Ela pode ser controlada e colocada a nosso serviço? Como interpretar o momento social e psicológico mais propício para um determinado estilo de vida? E qual é o mecanismo que faz com que novos padrões estéticos permeiem na pirâmide social e sejam transmitidos aos segmentos intermediários? Numa outra visão: será que os excessos da moda, calculados para criar frenesi e fuga, não trazem também consigo as sementes da decadência? E – acima de tudo – qual a relação entre moda, estilos de vida com a busca humana pela felicidade individual? A Revista da ESPM reuniu, mais uma vez, um grupo de especialistas – para tentar responder a pelo menos algumas dessas difíceis questões. J. ROBERTO PENTEADO MÁRIO RENE LUCIANA IZZO NIZIA VILLAÇA

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