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João Luiz de Figueiredo Silva 59 SETEMBRO / OUTUBRO DE 2008 – R E V I S T A D A E S P M estratégia competitiva das firmas para permanecerem no processo constante de inovação. Em busca dessas respostas, entraremos em um profícuo campo de estudos que é a geografia econômica das indústrias criativas que, desde a década de 90 do século passado, vem crescendo em importância nos Estados Unidos e na Europa. De modo geral, as pesquisas visam a discutir a interdependência entre a produção desses tipos de bens e serviços com o espaço, sobretudo o das grandes cidades, onde a existên- cia de economias de aglomeração favorece à concentração de firmas e pessoas envolvidas com tais ativi- dades produtivas. INDÚSTRIA DA MODA, ECONOMIA CRIATIVA E A CIDADE A indústria da moda compreende um dos setores da economia cria- tiva, pois, conforme vimos acima, produz simultaneamente valor econômico e simbólico, tendo por base a criatividade, a identidade e a memória (Reis, 2007). Composta por firmas e trabalhadores extremamente heterogêneos entre si, a indústria da moda pode ser diferenciada entre a alta costura e o que seguiu ao prêt- à-porter e a confecção industrial, sendo os primeiros caracterizados pelas criações de luxo sob medida e responsável pelo lançamento das novas tendências para as classes média-alta e alta, enquanto a última visa a reproduzir tais tendências para as diversas camadas sociais com preços e qualidades inferiores. Na aurora do século XXI, tem-se reservado especial atenção às indús- A INDÚSTRIA DA MODA PODE SER DIFERENCIADA ENTRE A ALTA COSTURA E O QUE SEGUIU AO PRÊT-À-PORTER E A CONFECÇÃO INDUSTRIAL, SENDOOS PRIMEIROS CARACTERIZADOS PELAS CRIAÇÕES DE LUXO SOB MEDIDA E RESPON- SÁVEL PELOLANÇAMENTODAS NO- VAS TENDÊNCIAS PARA AS CLASSES MÉDIA-ALTA E ALTA. Markus Biehal
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