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Letícia Veloso 63 SETEMBRO / OUTUBRO DE 2008 – R E V I S T A D A E S P M M oda é uma coisa engraçada: está sempre saindo da moda”, escreveu o requintado redator de publicidade João Augusto Palhares Neto num anúncio da Rhodia. “A publicidade de moda é um monte de lixo com gotas de perfume Chanel em cima”, bradou o brilhante fotógrafo, medíocre publicitário e pretenso sociólogo OlivieroToscani, em várias entrevistas. “Apesar da respeitabilidade de Yves Saint Laurent, o vestido criado por ele nunca será neoplasticista, como o neoplasticismo de Mondrian, mas também nunca será apenas um vestido tubinho”, observou o elegante editor Charles Cosac num artigo publicado pela revista Cult. “Há fortes paralelos coma engenharia, a medicina, a música, em termos de moda como uma prática criativa e experimental.Amoda tambémdesfruta de uma longa tradição e é paradig- mática de muitos processos sociais, filosóficos e econômicos, exigindo certa agilidade da mente”, comentou o professor da Royal College of Art de Londres Christopher Breward, quando questionado se a moda podia ser estu- dada na universidade. “Achei legal, tá todo mundo usando, e vestido desse jeito dá pra pegar umas gostosas”, respondeu o jovem Gustavo Soares,membrodaGrêmioGaviões da FielTorcida, àpergunta“Por quevocê se veste desse jeito?” Essas são apenas algumas opiniões, expressas por personalidades bastante diferentes entre si, que invadem e in- terferem nos universos da moda e da comunicação publicitária. “A PUBLICIDADE DE MODA É UM MONTE DE LIXO COM GOTAS DE PERFUME CHANEL EM CIMA”. Ð “ Ads By Google Divulgação
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