Revista da ESPM
REVISTA DA ESPM | JANEIRO/FEVEREIRO/MARÇO/ABRIL DE 2021 72 CARLOS MART I NS | GI GROUP Assimcaminhaahumanidade! Para Carlos Martins, do Gi Group, a transformação é inevitável, assim como o processo de aprendizagem constante passa a ser essencial para a formação das lideranças do amanhã! Revista da ESPM — Levando em con- ta os impactos decorrentes da Covid-19, quais são as ocupações mais requeridas pelo mercado de trabalho nacional, atualmente? Carlos Martins — A pandemia tirou os profissionais da zona de conforto e está exigindo novas habilidades de todos, que tiveram de aprender como fazer gestão virtual das equi- pes, mudar a forma de engajar os colaboradores, prospectar novos clientes a distância e entregar um trabalho de forma remota. Existe hoje em curso uma mudança tanto na qualificação dos profissionais quanto nas ferramentas e nos sis- temas a serem desenvolvidos para atender às novas demandas do mer- cado. Um bom exemplo disso é a área de logística, que precisou de se reinventar para oferecer um serviço mais sofisticado em um volume muito maior. A dinâmica mudou. Da noite para o dia, você deixou de ir até o local e os produtos passaram a ir até a sua casa. E assim os centros de distribuição (CDs) precisaram contratar profissionais especializa- dos e rever toda a estrutura física e tecnológica para ficarem mais mo- vimentados e ágeis. Revista da ESPM — Que profissões ganharamdestaque neste novo cenário? Martins — Aqui, no Gi Group, tive- mos uma demanda alta por espe- cialistas no ramo de tecnologia, principalmente desenvolvedores de aplicativos e softwares, consulto- res de dados, analistas de Business Intelligence (BI) e designers que tra- balham com experiência dos usuá- rios, o famoso User Experience (UX). Também registramos uma grande procura por profissionais que atuam com Robotic Process Automation (RPA) para o desenvolvimento de soluções de automação com o uso de softwares e robôs. Além de uma procura enorme por especialistas no setor da saúde. Revista da ESPM — Que cargos deve- rão surgir a partir destas novas deman- das do mundo corporativo? Martins — O trabalho invadiu nos- sas casas e nós não conseguimos mais nos desconectar! Em muitas empresas, a produtividade aumen- tou porque as reuniões não atrasam mais e ocorrem uma na sequência da outra. Em compensação, dimi- nuiu o tempo de ócio para criar ou pensar em coisas novas. Toda essa transformação que vivemos nos últimos meses aumentou conside- ravelmente a velocidade e a quanti- dade de informação que recebemos diariamente. E isso está causando muita ansiedade, que se transfor- ma em insônia, depressão e outras doenças. Logo, minha aposta na profissão do futuro é no crescimen- to do chief happiness officer (CHO), um gestor responsável por cuidar da felicidade das pessoas, usando mindfulness para reduzir o estresse e a ansiedade dos colaboradores. Revista da ESPM — Quais as soft skills do profissional do futuro? Martins — Curiosidade, adapta- bilidade, saber assumir riscos, otimismo, tolerância, confiança e empatia, principalmente por conta do momento que estamos vivendo. Está aumentando o número de ex- patriados virtuais. O profissional do futuro não só irá assumir novos cargos, como também vai traba- lhar cada vez mais de um lugar remoto, que pode estar localizado em outro país, com outra cultura. Por conta disso, as competências mais exigidas pelas empresas hoje “Minhaapostanaprofissãodo futuroénocrescimento dochief happiness officer (CHO), umgestor responsável por cuidarda felicidadedaspessoas, usando mindfulness parareduziroestresse eaansiedadedos colaboradores”
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