Revista da ESPM

JANEIRO/FEVEREIRO/MARÇO/ABRIL DE 2021 | REVISTADAESPM 73 são: cultivar a inovação, foco no cliente, coragem, gestão do tempo e resiliência. Revista da ESPM — Como instituição de ensino superior, o que nos cabe fazer para ajudar esse jovem a desenvolver essas competências? Martins — Parte desse papel a ESPM já está fazendo ao apontar tendên- cias e provocar o mercado a pen- sar nas profissões do futuro. Esta revista já é um enorme exercício de conscientização de que existe uma mudança na forma de pensar e agir, marcada por movimentos de reskilling e upskilling , visando pro- mover a requalificação constante dos profissionais. Estamos no perí- odo do Environmental, Social and Governance (ESG), que obriga as empresas a se transformarem para ganhar eficiência em um mundo que exige cada vez mais sustenta- bilidade e governança corporativa. Neste contexto, as universidades precisam repensar a dinâmica do ensino e investir em novos con- ceitos para que a experiência do usuário durante esses anos seja es- petacular, única e transformadora. É a partir dessa leitura de futuro que vamos formar os profissionais para assumir as novas funções. Todo o trabalho que a ESPM desenvolve faz com que o jovem saia da faculdade com vontade de fazer a diferença, de arriscar e construir algo novo quase que da noite para o dia. Mas, muitas vezes, as empresas não estão preparadas porque também precisam de se reinventar. A trans- formação é inevitável e estamos acelerando cada vez mais em um ambiente de constante aprendiza- gem. É o famoso lifelong learning . Daí a importância da ESPM na formação dos profissionais que irão trilhar as carreiras do futuro! Revista da ESPM — Na sua visão, como será o futuro do trabalho? Martins — Existe uma diferença grande entre o futuro do trabalho e o trabalho do futuro. Nosso futuro em relação ao trabalho é o de estar cada vez mais presente, ainda mais com essa questão do home office em pau- ta. Em relação ao trabalho do futuro, é importante olhar para os aprendi- zados e as demandas que estamos tendo hoje para traçar o amanhã. E aqui tomo como exemplo a minha carreira: aos 17 anos, depois de me tornar técnico em mecânica, tomei a decisão de cursar administração de empresas e fui trabalhar numa empresa multinacional, porque aquilo tinha uma simbologia grande na época. Depois fui atuar em uma empresa de auditoria, recrutamen- to e consultoria de RH. Hoje, vejo meus colegas buscando o oposto. Muitos estão indo para as startups, porque querem empreender, fazer algo novo. E acredito que eu também venho buscando isso trabalhando em empresas nas quais eu consi- ga agregar, ter mais autonomia e compartilhar os meus valores com a equipe. Vejo muitos executivos intraempreendedores que, ao con- quistarem seus sonhos e objetivos na carreira, passarama querer cons- truir algo diferente para deixar um legado. É preciso intraempreender sempre, diariamente, para nutrir a automotivação que leva você a construir algo novo. E esse posicio- namento é algo que pode fazer toda a diferença na carreira de um jovem. Aquele que entender a importância da motivação logo no início da tra- jetória terá uma jornada muito mais gratificante! CarlosMartins,CEOdoGiGroup:”Existeumamudançanaformadepensareagir,marcadapor movimentosde reskilling e upskilling ,visandopromoverarequalificaçãodosprofissionais” divulgação

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